Acreditar em algo é o que o torna real. Amor, vida, deus, são apenas palavras, mas ao mesmo tempo em que são ditas, se acredita nelas e isso as torna ou não reais. Acreditar que podemos mudar o mundo, que algo existe, que se é algo, que se pode algo, é o que torna todos os dias reais, o presente verdadeiro, o passado lembranças, o futuro esperança. E então, se necessário, esqueça o passado, não acredite no futuro, mas faça o presente de um jeito próprio, verdadeiro, único, seu.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Já perdoei erros quase imperdoáveis. Tentei substituir pessoas insubstituiveis, e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me desiludi com pessoas que nunca imaginei que me desiludiriam. Mas também, desiludi alguém, já abracei para proteger. Já ri quando não devia. Fiz amigos eternos; e amigos que nunca mais vi. Amei e fui amado. Mas também fui rejeitado. Fui amado e não amei. Já gritei e saltei de tanta felicidade. Já vivi de amor e fiz promessas eternas. Mas também me magoei muitas vezes! Já telefonei só para ouvir uma voz, e apaixonei-me por um sorriso. Já pensei que fosse morrer de tanta saudade. Tive medo de perder alguém especial, e acabei perdendo. Mas vivi, e ainda vivo! Não passo pela vida. E também tu não deverias passar! Bom mesmo, é lutar com determinação, abraçar a vida com paixão. Perder com classe, e vencer com ousadia. Porque o mundo pertence a quem se atreve, e a vida é muito para ser insignificante.
Charles Chaplin.
Charles Chaplin.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Sonho
''Tive um sonho essa noite. Sonhei que caia, caia de um lugar alto, um abismo, ou algo do gênero. Mas, no meio do caminho, alguém me abraçou, com toda a força que alguém pode ter e sussurrou em meu ouvido: fica.
Aquele olhar me dizia que confiava em mim, aquela força me dizia que me amava, me desejava, mas me queria por perto e bem. Mas aquele cheiro, me atraia, me envolvia e me dava segurança. Só que eu não queria ficar. Eu queria cair, para sempre, o mais longe possível. Porque já não importava mais nada, não fazia sentido.
Ele repetiu: fica. Então, por mais que nada mais fizesse sentido e que fosse total e completamente o contrário de minha vontade, deixei que ele me puxasse de volta e me abraçasse novamente.
Foi quando abri os olhos e ao meu lado estavam duas pessoas. Dentre elas, dele reconheci aqueles olhos e aquele cheiro quando sorriu. E quando me abraçou, aquela força. Aquela voz repetiu: fica. Dessa vez, tudo se uniu e percebi que havia feito a escolha certa: fiquei. Vivi.''
Aquele olhar me dizia que confiava em mim, aquela força me dizia que me amava, me desejava, mas me queria por perto e bem. Mas aquele cheiro, me atraia, me envolvia e me dava segurança. Só que eu não queria ficar. Eu queria cair, para sempre, o mais longe possível. Porque já não importava mais nada, não fazia sentido.
Ele repetiu: fica. Então, por mais que nada mais fizesse sentido e que fosse total e completamente o contrário de minha vontade, deixei que ele me puxasse de volta e me abraçasse novamente.
Foi quando abri os olhos e ao meu lado estavam duas pessoas. Dentre elas, dele reconheci aqueles olhos e aquele cheiro quando sorriu. E quando me abraçou, aquela força. Aquela voz repetiu: fica. Dessa vez, tudo se uniu e percebi que havia feito a escolha certa: fiquei. Vivi.''
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Apenas um meio...
Sabe o que é raiva? Medo? Mágoa? Cansaço? Uma hora estar super animada, sorrindo, com vontade de fazer algo, daí você escuta só uma palavra e tudo muda, simplesmente muda, e você agora está se sentindo magoada, mas não tem porque, não faz sentido, porque as pessoas já te magoaram de formas bem piores antes, porque você já ouviu palavras piores antes, porque você já caiu e já levantou milhões de vezes, e já fez tudo sozinha por não ter ninguém, mas, principalmente, porque não aconteceu absolutamente nada para que você se sentisse assim.
Então, o que é isso? Porque essa vontade de gritar, chorar, quebrar alguma coisa, e ficar quietinha no canto, chorando?
De repente você percebe que nada adianta, você não sabe mais o que quer, nada agrada, as coisas cansam, e de uma hora pra outra, o mundo virou de cabeça pra baixo e nem adianta tentar volta-lo ao normal. Só que mesmo se você conseguir vira-lo de volta, as coisas não serão as mesmas, a oportunidade, quer dizer, aquela oportunidade, há de ter passado, você não sera a mesma e as pessoas hão de ter mudado.
Pena, que pena, quanta pena.
Yes, my dear, sorry. I can't stay with you. Nevermore.
E essas palavras, tao toscas, tao simples, tao tolas, ficam em sua mente, e acabam transformando o dia, não, a vida, por si próprias. Mas, fora tu quem as criastes. Porque lhe fariam tanta diferença?
Na verdade, não fazem. As palavras estão apenas expressando uma parte de sua alma. Sufocada. Sedenta. Desejosa. Apavorada. As palavras, apenas tornam real o que estava na mente, mas que mesmo assim era tao forte que era real. Então se tornaram palavras.
E termina assim. Sempre termina assim. É tao previsível, tao simplório, tao humano, tao obvio, logico. Sentimental.
Termina assim, simplesmente sem fim. O que não tem começo, afinal, não tem fim. E aquilo que não pode ser expresso, simplesmente se esvai. No vento. Na chuva. Na vida.
Então, o que é isso? Porque essa vontade de gritar, chorar, quebrar alguma coisa, e ficar quietinha no canto, chorando?
De repente você percebe que nada adianta, você não sabe mais o que quer, nada agrada, as coisas cansam, e de uma hora pra outra, o mundo virou de cabeça pra baixo e nem adianta tentar volta-lo ao normal. Só que mesmo se você conseguir vira-lo de volta, as coisas não serão as mesmas, a oportunidade, quer dizer, aquela oportunidade, há de ter passado, você não sera a mesma e as pessoas hão de ter mudado.
Pena, que pena, quanta pena.
Yes, my dear, sorry. I can't stay with you. Nevermore.
E essas palavras, tao toscas, tao simples, tao tolas, ficam em sua mente, e acabam transformando o dia, não, a vida, por si próprias. Mas, fora tu quem as criastes. Porque lhe fariam tanta diferença?
Na verdade, não fazem. As palavras estão apenas expressando uma parte de sua alma. Sufocada. Sedenta. Desejosa. Apavorada. As palavras, apenas tornam real o que estava na mente, mas que mesmo assim era tao forte que era real. Então se tornaram palavras.
E termina assim. Sempre termina assim. É tao previsível, tao simplório, tao humano, tao obvio, logico. Sentimental.
Termina assim, simplesmente sem fim. O que não tem começo, afinal, não tem fim. E aquilo que não pode ser expresso, simplesmente se esvai. No vento. Na chuva. Na vida.
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